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8 Erros que Eliminam Candidatos na Prova Discursiva (e Como Evitá-los)

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Erros ComunsProva DiscursivaConcurso Público

A prova discursiva reprova muitos candidatos bem preparados — não por falta de conhecimento, mas por erros que poderiam ser evitados com atenção e treino. Neste artigo, você vai conhecer os 8 erros mais comuns identificados por corretores especializados e aprender como eliminar cada um deles da sua escrita.

Por que a Discursiva Elimina Tantos Candidatos?

Em concursos com prova discursiva eliminatória, é comum que 30% a 40% dos candidatos que chegam a essa etapa sejam reprovados pela nota mínima. O problema não está apenas no conteúdo — está na forma como o candidato comunica o que sabe.

A boa notícia é que a maioria dos erros é previsível e corrigível. Veja os oito principais:


Erro 1: Fuga ao Tema

O que é: Escrever um texto que não responde ao que foi pedido no enunciado. Pode ser uma fuga total (o texto fala de outro assunto) ou parcial (o texto tangencia o tema sem aprofundá-lo).

Por que é grave: A maioria das bancas zera o texto em caso de fuga total. A fuga parcial desconta pontos significativos no critério de pertinência temática.

Como evitar:

  • Leia o enunciado pelo menos duas vezes antes de começar.
  • Sublinhe as palavras-chave do tema.
  • Antes de escrever, formule em uma frase o que exatamente o enunciado pede.
  • Ao revisar, verifique se cada parágrafo contribui diretamente para responder à proposta.

Dica prática: Se o enunciado pede que você "discuta as causas da evasão escolar no Brasil", seu texto precisa abordar causas — não consequências, soluções ou outros aspectos, a menos que o enunciado os inclua explicitamente.


Erro 2: Ausência de Proposta de Intervenção

O que é: Em concursos que cobram texto dissertativo-argumentativo nos moldes do ENEM ou de bancas similares, a ausência de uma proposta concreta de encaminhamento na conclusão é penalizada.

Por que é grave: A proposta de intervenção demonstra que o candidato não apenas diagnosticou o problema, mas também é capaz de pensar em soluções — habilidade valorizada especialmente em cargos públicos.

Como evitar:

  • Reserve as últimas 3 a 5 linhas do texto para a conclusão com proposta.
  • Indique um agente responsável pela ação (o Estado, o Ministério da Educação, os municípios...).
  • Especifique o tipo de ação proposta (campanha, legislação, programa, política pública...).
  • Apresente uma finalidade clara para a proposta.

Exemplo de estrutura de proposta: "Cabe ao Estado [agente], por meio de [ação concreta], promover [resultado esperado], a fim de [finalidade maior]."


Erro 3: Falta de Coesão Textual

O que é: O texto não flui naturalmente — as ideias parecem soltas, sem conexão entre si. Parágrafos que não se articulam, mudanças abruptas de assunto e ausência de conectivos são sinais claros desse problema.

Por que é grave: A coesão é um dos critérios mais avaliados pelas bancas. Um texto sem coesão é difícil de ler e transmite a impressão de que o candidato não organizou bem seu raciocínio.

Como evitar:

  • Use conectivos adequados para cada relação lógica (adição, oposição, causa, conclusão).
  • Comece cada parágrafo com uma frase tópica que dialogue com o parágrafo anterior.
  • Evite iniciar múltiplos parágrafos da mesma forma (especialmente com o sujeito repetido).
  • Revise o texto em voz alta: se parecer truncado ao ser lido, ajuste os conectivos e a ordem das ideias.

Erro 4: Erros Graves de Gramática

O que é: Erros de concordância verbal ou nominal, regência, ortografia, pontuação e crase que comprometem o texto de forma significativa.

Por que é grave: Erros gramaticais sistemáticos indicam, para o corretor, que o candidato não domina a norma culta — um requisito básico para qualquer cargo público. Dependendo da banca, um único erro grave (como usar "mal" por "mau" ou errar a grafia de "haja vista") desconta pontos consideráveis.

Como evitar:

  • Estude gramática de forma sistemática, com foco nos pontos mais cobrados: concordância, regência e crase.
  • Leia textos formais com regularidade para absorver estruturas corretas.
  • Ao revisar, verifique especialmente as concordâncias verbais (o verbo concorda com o sujeito, não com o complemento) e nominais.
  • Tenha atenção especial com palavras de grafia difícil: "há" vs. "a", "mas" vs. "mais", "porquê" vs. "porque".

Erro 5: Letra Ilegível

O que é: Caligrafia difícil de ler, seja por letras mal formadas, pressão excessiva no papel, escrita muito pequena ou rabiscadas que comprometem a leitura.

Por que é grave: Se o corrector não consegue ler o texto, não tem como atribuir nota. Em casos extremos, o texto pode ser zerado por ilegibilidade. Mesmo em casos mais leves, a impressão negativa pode influenciar a avaliação subjetiva.

Como evitar:

  • Pratique a escrita à mão regularmente — não apenas na preparação para o concurso, mas ao longo de toda a rotina de estudos.
  • Escreva de forma lenta e deliberada na prova, priorizando a clareza sobre a velocidade.
  • Prefira letra cursiva legível ou letra de forma bem executada.
  • Se necessário, faça exercícios específicos de caligrafia.

Nota importante: Se você normalmente estuda digitando, precisa incluir a prática de escrita à mão na sua rotina de preparação com pelo menos alguns meses de antecedência.


Erro 6: Texto Muito Curto

O que é: Escrever um texto com extensão muito inferior ao mínimo solicitado — geralmente menos de 50% do número de linhas ou palavras pedidas.

Por que é grave: Um texto muito curto não permite o desenvolvimento adequado dos argumentos. As bancas interpretam isso como falta de domínio do assunto ou incapacidade de desenvolvimento das ideias, e penalizam com desconto proporcional ou nota zero.

Como evitar:

  • Treine regularmente para desenvolver a capacidade de escrever textos na extensão correta.
  • Aprenda a aprofundar argumentos: para cada ideia apresentada, explique-a, exemplifique-a e contextualize-a.
  • Se sentir que o texto está curto na prova, não adicione conteúdo irrelevante — aprofunde o que já está escrito.
  • Gerencie bem o tempo para não ser forçado a encerrar o texto prematuramente.

Erro 7: Cópia de Trechos do Enunciado

O que é: Transcrever literalmente frases ou trechos do enunciado da questão para o próprio texto, sem reelaboração ou uso como citação identificada.

Por que é grave: A cópia literal demonstra ausência de repertório próprio e compromete a autoria do texto. Os corretores identificam facilmente e penalizam com descontos específicos nesse critério. Algumas bancas chegam a zerar textos em que a cópia é majoritária.

Como evitar:

  • Nunca copie o enunciado. Sempre reescreva as informações com suas próprias palavras.
  • Se quiser usar um dado do enunciado como base, transforme-o: mude a estrutura da frase, use sinônimos, incorpore o dado em uma sentença mais ampla.
  • Se o enunciado trouxer um texto de apoio, você pode fazer referência a ele, mas não o reproduza — analise-o.

Erro 8: Não Respeitar o Tipo Textual Pedido

O que é: Escrever um tipo de texto diferente do que foi solicitado. Por exemplo, escrever um texto narrativo quando o enunciado pede um texto argumentativo, ou fazer um texto informal quando se pede um memorando.

Por que é grave: O tipo textual é parte da proposta. Não respeitá-lo configura fuga ao tema no aspecto formal, com penalidades severas em critérios como estrutura e pertinência.

Como evitar:

  • Identifique com precisão o tipo textual pedido antes de começar.
  • Conheça as características de cada tipo: texto dissertativo-argumentativo, parecer, memorando, ofício, relatório.
  • Treine especificamente os tipos cobrados pela banca do seu concurso.
  • Se o concurso exige peças técnicas, estude o Manual de Redação Oficial e os modelos padrão de cada peça.

Como Saber Se Você Está Cometendo Esses Erros?

A dificuldade é que muitos candidatos não percebem seus próprios erros. A autoavaliação tem um limite natural — quem escreveu o texto tem dificuldade de enxergar os problemas que estão ali.

Por isso, a correção especializada é fundamental na fase final da preparação. Um corrector que conhece os critérios da banca do seu concurso é capaz de identificar problemas que o candidato não vê e de dar um feedback preciso sobre o que precisa ser melhorado.

Além da correção, considere estas práticas:

  • Troque textos com outros candidatos: A leitura de um par frequentemente revela problemas que o autor não percebe.
  • Leia seus textos em voz alta: Os erros de coesão e coerência ficam mais evidentes na leitura oral.
  • Compare com gabaritos oficiais: Quando disponíveis, os espelhos de correção de bancas são referências valiosas.
  • Revise cada texto após a correção: Não basta saber que errou — é preciso entender por que errou e como corrigir.

A prova discursiva pode ser dominada com método. Identificar e corrigir esses oito erros já coloca você à frente da maioria dos candidatos — e mais próximo da aprovação.

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